Pesquisadores do programa OpenRAN@Brasil participaram do OCP Global Summit 2025. Realizado em outubro, o evento reuniu mais de 10 mil participantes e é considerado um dos principais fóruns internacionais dedicados a infraestruturas abertas, redes programáveis e tecnologias para inteligência artificial em larga escala.
Durante o evento, o Brasil teve destaque em sessões técnicas oficiais. O coordenador de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), Lucas Bondan, conduziu a apresentação institucional do Programa OpenRAN@Brasil, detalhando suas fases, objetivos e oportunidades de participação, além de convidar a comunidade internacional para colaboração com as iniciativas em curso.
Conexão com a agenda global de redes abertas
A programação do OCP Global Summit 2025 reforçou temas estratégicos alinhados ao OpenRAN@Brasil, como Open Networking, P4, SONiC, infraestruturas desagregadas, edge computing e redes para IA. Os pesquisadores acompanharam workshops de destaque, como o P4 Workshop e o SONiC Workshop, que reuniram especialistas de empresas e instituições como Google, Cisco, Intel, Microsoft, NVIDIA, Broadcom e AMD, discutindo desde programação de dataplane até arquiteturas de redes abertas para data centers e clusters de IA.
As sessões evidenciaram o avanço das redes abertas como base para ambientes de alta performance, com aplicações que vão além das redes tradicionais, alcançando interconexão de GPUs, edge AI e plataformas escaláveis para pesquisa e inovação.
Reuniões estratégicas e fortalecimento institucional
Além das apresentações técnicas, a participação do OpenRAN@Brasil incluiu reuniões estratégicas com atores-chave do ecossistema internacional. Destacam-se os encontros com representantes da Arrcus, que reforçaram o interesse em expandir iniciativas na América Latina e reconheceram a RNP como referência e pioneira em redes abertas na região, e a reunião com George Tchaparian, CEO do Open Compute Project, que ressaltou a importância da atuação brasileira e o potencial de expansão do OCP para a América Latina.
Os pesquisadores também participaram de uma reunião do OpenRAN Strategy Group, voltada a edge computing, na qual foram discutidas tendências como o desenvolvimento de ruApps, aplicações de IA executadas diretamente em unidades de rádio abertas (O-RUs), tema considerado estratégico para países como o Brasil, onde custo e eficiência são fatores críticos.
Impactos para o OpenRAN@Brasil
De acordo com Lucas Bondan, o evento foi “um espaço relevante para acompanhar tendências, estabelecer conexões institucionais e gerar oportunidades de cooperação internacional em Open Networking, Open RAN e infraestrutura digital avançada”.
A participação no OCP Global Summit 2025 reforça o posicionamento do OpenRAN@Brasil no cenário internacional de redes abertas e programáveis, ampliando a visibilidade das iniciativas brasileiras, fortalecendo parcerias estratégicas e trazendo subsídios técnicos para a evolução de testbeds, projetos de pesquisa e ações colaborativas no país.




