A Universidade Federal de Goiás (UFG), por meio do Centro de Excelência em Redes Inteligentes Sem Fio e Serviços Avançados (CERISE), foi uma das ICTs selecionadas para hospedar uma das “ilhas” do OpenRAN@Brasil. Entre os dias 21 e 23 de outubro de 2025, uma equipe do programa visitou a Escola de Engenharia Elétrica, Mecânica e de Computação (EMC-UFG) para conhecer a infraestrutura já instalada e realizar os ajustes e testes necessários para integrar a ilha ao testbed nacional.

A equipe do OpenRAN@Brasil, além de conhecer a infraestrutura, irá realizar os testes necessários para a conexão de forma a garantir o desempenho da unidade do testbed composta por equipamentos e softwares capazes de executar aplicações 5G Open RAN, em conformidade com os objetivos do projeto.

Antes do início dos trabalhos de implementação, a equipe do Cerise representada pelos professores Flávio Teles e Flávio Geraldo, realizou uma apresentação da estrutura e equipamentos já implantados da ilha OpenRAN@Brasil CERISE UFG  aos membros da RNP, juntamente com o diretor da Escola de Engenharia Elétrica, Mecânica e da Computação (EMC-UFG), Lourenço Matias, unidade que sedia a ilha.

O professor informou que o centro foi selecionado, juntamente com a UnB, para ser uma “ilha da RNP”, assim desconsiderando o Distrito Federal, o CERISE UFG é a primeira instituição e por enquanto a única do Centro-Oeste a hospedar uma ilha  OpenRAN@Brasil. “Ser uma ilha significa que pesquisadores de todo o Brasil poderão ter acesso a essa rede para realizar testes, o que é um motivo de orgulho e impulsiona o que o centro está fazendo”, explicou. Essa parceria com a RNP pode auxiliar também não só com o apoio federal, mas na atração de novos recursos.

Aplicações

Flávio Teles explicou que essa rede privativa é vista como uma opção para locais onde a intensidade do sinal de celular é baixa, como hospitais, oferecendo uma rede interna confiável. Também pode ser usada por questões de segurança, isolando a comunicação para evitar interferências ou acesso indesejado, especialmente em áreas médicas com equipamentos sensíveis. Empresas com problemas de integração de dados de sensores também se beneficiam, pois a rede pode ser usada para coletar dados de motores, sensores de vibração, temperatura, etc., e enviá-los para visualização em dashboards (quadros de monitoramento digital). Para aplicações de automação que exigem alta confiabilidade e baixa latência, como acionar um dispositivo de controle para reconfigurar um sistema, essa rede é apresentada como uma solução mais robusta do que por exemplo redes Wi-Fi. A rede permite que sejam inseridos algoritmos de Inteligência Artificial para controlar sua operação e efetuar determinadas aplicações, além de permitir seu total controle e programação.

O professor explica que o centro está trabalhando ativamente para baratear esse tipo de rede de modo que as empresas tenham acesso a esta tecnologia. “O CERISE visa tornar a tecnologia mais acessível para implantação em empresas e indústrias no Brasil”, ressaltou o professor.

*Com informações do Jornal da UFG. Crédito das fotos: Júlia Mariano (Secom UFG)